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Não teve como não registrar esse momento… Sua doçura de criança, de menina, minha bailarina…

Claro que o resultado dessa alegria toda não podia ser diferente: a roupa mais encardidinha que nem o melhor dos sabões dá jeito.. rs…

Não tem problema, calça a gente compra outra. A foto vai ficar pra sempre…

É assim que tenho passado esses últimos dias… Até o fim do ano é só chuva. E muita. Estamos no fim de setembro e ainda tem água pra cair desse céu que não fica mais azul.. Só cinza…

Não só é a época de chuvas como também de tufões e tempestades aqui no Japão. Onde moro, região costeira, deveria ser o local atingido em cheio pelos tufões, mas não é. Não sei o que acontece mas sempre quando é dado o alerta de tufão (os pais devem ir buscar as crianças na escola, as fábricas liberam seus funcionários, os trens param) ele nunca vem.

Nestes cinco anos nenhum passou em cheio por aqui. Como se desviasse “nos últimos metros”. Verdade. Deve ser porque Deus é brasileiro…Aqui é a cidade onde há a maior concentração de brasileiros no Japão.

Os passeios são limitados, só resta o shopping pra ir. A Lana adora, não enjoa nunca. Pela manhã vejo as crianças indo pra escola com suas capinhas e seus guarda-chuvinhas que não deixam molhar apenas a cabeça.  Eu gosto de chuva, só não preciso virar sapo de tanta umidade.. rs… rs… Mas até dezembro vai ser assim e vou continuar a cantarolar o meu: “Chove chuva…. chove sem parar…”…

Foi ontem, mas eu não podia deixar de dar a minha contribuição para esta causa tão nobre. Eu e a Lana somos sempre ecológicas e andamos de carro só quando está muito frio ou nosso destino é muito longe. Gastamos mais nossos sapatos e as rodinhas do carrinho dela. Por último damos umas voltas de ônibus, que ela adora!

Parênteses: O transporte coletivo daqui é muito confortável. As poltronas são estofadas, o ônibus acelera depois que se acomodou e você levanta pra descer só depois que ele pára. Você paga pela distância que percorre e não há cobradores, você troca o dinheiro na máquina dentro do próprio veículo e coloca na outra maquininha que confere o valor e lhe mostra as informações. Há mapas de todas as rotas e percursos. E o mais bacana: todos os pontos de ônibus têm os horários e pasme, eles são pontualíssimos.

Acho super importante essa campanha e acho ainda que deveria ser estendida para outros dias do ano. Poucas pessoas sabem sobre ela e das que sabem menos ainda se importa com a causa. O objetivo, bem como os efeitos causados pelo nosso bem estar não parecem tangíveis. Não parecem palpáveis. E mesmo para aqueles que já passaram ou estão passando pelas calamidades que só tendem a piorar, ainda assim a consciência parece não pesar.

Na minha opinião campanhas inteligentes e ecológicas como essa deveriam integrar grades curriculares estudantis, estarem inerentes à educação. Os resultados seriam muito melhores e os objetivos alcançados com muito mais sucesso.

Poetas de rua

Estava me lembrando de quando eu morava em Curitiba e das milhares de vezes que eu passava pelo calçadão da Rua XV. Indo pra escola , pra academia, pro inglês. Não era raro ser parada na rua por gente de todas as aparências e sotaques; as abordagens tinham vários fins. Eu gostava mesmo era de ver os jovens poetas, músicos e pintores; estudantes de letras, arte ou mesmo os que faziam o que gostavam.

Eles passavam horas lá a procura de alguém que desse alguma importância ao que para eles era tão importante: sua forma de se exprimir. Sempre entendi isso e por essa razão sempre parava, salvo algumas situações de pressa. Mesmo estudante, super jovem, de uniforme até, eles me mostravam o trabalho deles com a maior atenção e cuidado. Eram impressões simples, xerox, rabiscos ou desenhos. Mas eu adorava prestar atenção naquilo tudo.

A maioria das pessoas fugia dos poetas da rua ou ficava com olhares de soslaio àqueles que paravam. Já ouvi várias críticas aos poetas anônimos da rua XV, não ligo pra elas. No meu post Uma crítica aos críticos eu expresso bem o que penso sobre isso. Era uma espécie de troca: eu dava atenção e algumas moedas e recebia olhares, sorrisos e palavras de agradecimento. Tenho até hoje algumas das obras que fazia questão de levar pra casa. Não estão aqui comigo e faz anos que não as vejo. Mas sabe que eu ainda lembro de um poema. Deve ser de tanto ter lido tentando entender ou achar algum fundamento. Não me pergunte o que significa nem mesmo a intenção do autor, mas era mais ou menos assim:

Entre todas as bombas criadas pelo homem e  produzidas por exércitos, prefiro as garrafas vazias de homens embriagados que virão servir de coquetéis molotovs para a derrubada de fronteiras criadas por teus senhores geradores das guerras. 

Hoje, durante a tarde, li uma matéria que trazia informações sobre o último relatório da ONU sobre a fome no mundo. São aproximadamente 900 milhões de pessoas que passam fome, segundo o relatório. Meu Deus! É muita gente! Não sei dizer em números mas uma grande parte é composta por crianças. Olho para a Lana nessas horas… Olho para a minha casa. Olho para o meu computador (meio desobediente as vezes…). Olho para as coisas que eu tenho…

Logo depois fomos ao mercado. Confesso que fui e voltei pensando sobre o que havia lido e mais uma vez agradeci. Agradeci por poder ir ao mercado e escolher o que vamos comprar. Agradeci por poder dar à minha filha alimentos saudáveis, bons e de qualidade. Pensei nos milhões que não teriam a mesma chance de estar ali no meu lugar. Pensei nas crianças… E num turbilhão de pensamentos parei de pensar e agradeci. Olhei novamente para as compras. Olhei para a Lana. E agradeci. 900 milhões é um número enorme. Não seria difícil estar dentro dele.

Nada melhor do que cheiro bom né? Isso vale pra tudo, casa, carro, roupas, hálito…  Eu, pelo menos, me sinto desconfortável com cheiros… rs… Claro que há situações em que não tem jeito e o tal do cheiro ruim vai estar perto da gente.

Parece que não mas faz uma baita diferença. Quem não gosta de estar em uma casa com cheirinho de limpeza? Ou de uma roupa com cheirinho de amaciante? Eu gosto e sei que a maioria das pessoas também.

Não sou especialista em produtos de limpeza para casa nem em variedades de amaciantes; eu cheiro, se gostar eu compro.

Foi assim que escolhi os perfumes que uso. Gosto de dois: Intimately Beckham e Alchimie da Rochás. O segundo não encontrei ainda por aqui.. Mas é ótimo. Antes eu achava que perfume assinado por celebridade era meio cafona, foi só sentir o aroma que mudei de idéia rapidinho, rs… A Victoria e o David estavam certos: O perfume é bom, muito bom!

 

Faz tempo, um professor me ensinou que um uma língua não se traduz; se interpreta. Esse era o segredo dos fluentes, segundo ele. Quer ver como é verdade? Deixa a Lana conversar durante cinco minutos e vai entender perfeitamente.. rs.. Só eu sei o que ela quer ou precisa. Não tento traduzir, mesmo porque é impossível. Eu interpreto…  Veja:

  • Cuco: suco
  • Fissi: fish
  • Pati: pato ou pasta de dente
  • Auau: cachorro
  • Miau: gato
  • Quéixe: quero esse!
  • Papa: batata (frita claro!)
  • Tishi: Kitty (Hello Kitty)
  • Tata: amiguinho
  • Dindin: moeda pra colocar no cofrinho! (posso com isso?)
  • Maisi: dar play no DVD porque ela quer ver o filme novamente
  • Cobrir o rosto com as mãos: birra ou brincar de pick a boo
  • Oohh: estou fazendo algo que não pode!
  • uuuhhh: estou arremessando alguma coisa que quebra!

Nessa fase “esponjinha” cada dia é uma nova descoberta, um novo aprendizado. Fala se não dá vontade de espremer!

Pra quem já leu o post Eu não sei falar inglês será mais fácil de entender este daqui. Lá eu explico como são as regras da escrita japonesa para palavras estrangeiras. Como prometido, aqui estão mais algumas pérolas que eu selecionei pra, quem sabe um dia desses, montar um dicionário de katakana.

  1. rentacaa = rent a car
  2. araibu = alive
  3. mitososso = meat sauce
  4. tiizu = cheese
  5. penshiru = pencil
  6. doraibu suru = drive thru (essa é uma pérola!!!)
  7. baréboru = volleyball (depois do doraibu suru essa é ótima!)
  8. tawa = tower
  9. dorincu = drink
  10. gorufu = golf

Claro que tem muito mais, minha coleção não vai parar por aqui.. rs… E vocês não sabem o que vi esses dias: um livro de inglês inteirinho em katakana! Imagina aprender ingles em katakana? Um alfabeto que não tem L, não tem B, não tem R mudo… Bom.. isso é coisa de japonês e quem sou eu pra discutir… O Japão tem muitas coisas interessantes sim, vou postando sobre elas aqui, mas essa do katakana-english.. é muito boa.. rs..

 

Foi minha amiga Jeanne que recomedou e ainda me emprestou o DVD. Coloquei a Lana pra dormir e lá fui eu assistir ao filme “bonitinho” que ela tinha me dito.

Não é recente, foi lançado em 2004 mas a Jeanne estava certa: o filme é uma graça.

Só não recomendo assitir naqueles dias em que estamos precisando ver uma comédia. Não é uma super produção, nem atentei para os detalhes; preferi curtir a história mesmo. Você vai precisar de um tempo depois pra pensar sobre várias coisas na sua vida.

Mas se puder assista. Eu, pelo menos, gostei.

Quem já sentiu a força de um terremoto ou vive em regiões onde há previsão para que ocorram sabe do que estou falando.

Onde moro, o conhecido Círculo de Fogo, os tremores são intensos e constantes. Aliás, a imagem ao lado ilustra tudo que acontece por aqui. Tem terremoto, tufão, tsunami e vulcão. Ufa. E olha que o Japão é um país minúsculo.

Para nosso alívio, e estrutura é muito bem preparada para tais catástrofes. Há sistemas de alerta em todo o país, e mais, o sistema de monitoramento também é muito sofisticado. Claro que não tem 100% de acerto mas que os japoneses são preocupados isso eles são. Leia mair »

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