Para o meu irmão… Com amor…

Lê,

Faz tempo que eu queria publicar aqui um pouquinho de tudo que você é pra mim. Um pouquinho porque não vai ser com um texto de blog que se pode expressar um amor maior que o mundo.

Você não imagina o tamanho da saudade que eu sinto de você, do seu sorriso lindo e do seu cabelo de cachinho. Mesmo longe saiba que está sempre perto. Nos meus pensamentos, orações, sorriso e no meu coração.

Sempre achei que irmão fosse um anjo que Deus manda pra ajudar a cuidar da gente. Eu estava certa. E Deus, na sua imensa generosidade, me mandou um especial. Mandou você que cuidou de mim a vida toda. Irmão, amigo, professor… Lembro com carinho das nossas conversas de madrugada, das risadas á toa, dos livros, filmes e músicas no volume máximo que o rádio podia alcançar.

Você esteve comigo sempre: no meu primeiro campeonato de karatê, na minha primeira apresentação de ballet (faz tempo hein!!!), no dia do vestibular… sempre me levou nas festinhas, não se importando com o fato de eu ser mais novinha e você na sua maioridade ser “responsável por mim”… hahahaha.. Se bem que você pagava tudo.. o que também era ótimo!

Queria ter uma inteligência do tamanho da sua (claro que também não me esqueço das coisas que você desmontava e sempre sobrava peça pra fazer mais dois!), uma paciência do tamanho da sua, o olhar mais fofo com os cílios mais compridos que eu já vi.

Desculpa, mas eu preciso falar sobre a aposta do peido no ônibus depois do resultado do vestibular… Preciso falar sobre a gente se aloprando vestido de Halloween dentro do ônibus. Preciso falar das campainhas tocadas e de você me puxando pela mão pra me fazer correr mais rápido. Preciso falar sobre a latinha chutada desde a academia até em casa (as vezes a gente guardava a latinha pro outro dia), preciso falar do mosquito diário que dávamos pra dona aranha que morava atrás da canaleta de água.

Nossa, lembra de um desenho de um lobinho que quando apanhava cantava “sen-sa-ção”… hahahaha.. cantávamos pro outro.. eu lembro.. aliás.. nunca poderia esquecer…

Obrigada por sempre deixar eu comer a comida do seu prato. Obrigada por me deixar pegar as suas roupas (e também a samba-canção!). Obrigada por passar horas do dia e da noite me fazendo companhia. Por me defender quando quase apanhei na rua (foi horrível, lembra? hahahahaha) Por dividir o seu quarto comigo e me ensinar que música era bem mais do que a fita dos smurfs e do topo gigio (que aliás a gente tem até hoje né?)

Pelo tudo que vivemos, dividimos e compartilhamos. Pelo que me ensinou e pelo espaço que ocupa dentro da minha vida. Dividimos alegrias e tristezas, roupas e pedaços de pizza, até chiclete mascado e bala com cuspe nós dividimos. Aliás, parte da minha vida também é sua e se precisasse, sem sombra de dúvida eu a daria pra te ver bem e feliz.

Você é o meu irmão querido!

Amo você todos os dias,

Fabiana

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