Pra que tanto?

 Eu sei que a gente não vive sem. Mas não entendo por que viver em função dele como se fosse a única busca desta vida terrena.

Essa impressão eu tive depois que vim morar no Japão. Não que no Brasil as pessoas não busquem dinheiro, mas aqui é fantástico como ele “distorce” o pensamento das pessoas e acaba-se esquecendo que “o tempo não para”, a convivência com os filhos, o amor da família, a companhia dos amigos… não voltam. A educação é segudo plano, a alimentação e a saúde podem ficar pra depois. Busca-se menos a Deus, menos ao conhecimento, menos á saúde, menos a vida e bem, bem mais ao dinheiro. Tantas horas de trabalho… Tantas horas extras… Enquanto o suficiente pra viver bem não basta e o acúmulo de coisas e mais coisas, cifras na conta do banco ganham dimensão a alegria vai ficando pra trás.

Eu não digo pra que não se trabalhe –  é ele que dignifica o homem – mas a moderação é o termômetro que regula nossa vida.  Todos os dias, no meu trabalho, eu tento ajudar muitos que entenderam a importância de olhar para si mesmo um pouco tarde. Quando o sinal de alerta ascende nem sempre dá pra consertar.

Por isso eu digo: Trabalhe! Trabalhe ! Trabalhe! Mas desfrute da sua vida!

Viaje! Vá ver o artista que admira! Vá passear de bicicleta! (aqui é tão fácil!) Vá pra academia! Coma frutas! Brinque com seus filhos! Ligue para os amigos que não não fala há tempos! Dê um sorriso de manhã (nada melhor do que acordar ao lado de uma pessoa com um sorriso!) Dance na sua sala! Vá ao cinema! (Ou faça da sua salinha ou quartinho um cinema) Leia de tudo um pouco! Assista de tudo um pouco! E tire foto de tudo isso!

Mesmo que pra muitos o Japão seja uma “passagem”, o nosso coração “tiquetaqueando” de trás pra frente não pode esperar hora certa pra sentir alegria e  bater pela nossa causa.

Speak Your Mind

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