De quem é a culpa?

 Li a chamada de uma matéria e mesmo sem lê-la seu título me fez parar pra pensar: por que culpamos os outros pelos problemas da nossa vida?
Trabalhando com público, na área esportiva e relacionada às mudanças nas formas do corpo, pude mesmo constatar o que o anúncio relatava; as pessoas acham muitos culpados para tudo que não dá certo. Em uma das minhas aulas de psicologia do esporte, entendi sobre um mecanismo do nosso corpo “responsável” por isso – ele faz com que procuremos os culpados, desviando assim a atenção da própria responsabilidade. E a medida que o círculo se fecha, novos culpados vão aparecendo. Sempre.
Não, eu não quero transformar o blog em um artigo científico, nem apresentar – com a questão do mecanismo do corpo – mais uma justificativa (desta vez científica) para culpar os outros pela nossa incapacidade. Quero chamar a atenção para o que fazemos todos os dias e mal percebemos: tornar os erros mais leves à nossa consciência à custa de uma outra pessoa.
Reclamamos de tudo: da pobreza, das dificuldades, do governo, do tempo. Vamos admitir: a responsabilidade é nossa. Pensamos muito em nós e não coletivamente; votamos e mal sabemos para quem; poluimos e fingimos desconhecer os efeitos do nosso consumo e passamos inertes ao que nos deveria ser prioridade.
Mas não vamos pensar apenas nos grandes problemas do mundo não, a regra vale para aqueles pequenininhos que estão todos os dias nos desafiando que deveriam ocupar o topo da “nossa responsabilidade e nossa culpa”. Fica bem mais fácil começar assim.

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