Caridade embrulhada em dignidade

Estou no trânsito, todos os dias, no mesmo semáforo da avenida, uma senhora de idade vende doces por entre os carros. Custa um real. No porta luvas há sempre um porta-troco especialmente preparado para este tipo de situação. Abro o vidro, “bom dia, tudo bem?”, dou uma nota de dois, pego um doce só.

Observando, minha filha pergunta: “Mas mãe, você deu dois reais, comprou dois doces, e pegou somente um.” Foi a oportunidade para mostrar a realidade, muitas vezes dura, na qual vivemos. Pode ser que aquele real a mais não nos faça tanta diferença, mas fará para quem dele depende, expliquei.

E tratamos de falar sobre as oportunidades que temos de sermos um pouco do que desejamos receber. Quando falamos simples, com aqueles que também são. Quando não precisamos falar de nossas conquistas e louros quando não conhecemos a realidade de quem nos ouve. Quando o erro de gramática não nos incomoda. Quando não subimos o vidro ao se aproximar uma criança carente.

Tiramos o nosso umbigo do caminho para que o próximo seja ele mesmo, sem ofensa, sem humilhar-se perante sua necessidade. Caridade não precisa de propaganda; ela vem acompanhada de olhar sincero e profundo, palavras de conforto e com o sentimento de importar-se pelo outro.

A dignidade deveria estar acima de qualquer conceito, ou pré-conceito. Foi assim que expliquei pra minha pequena que há várias maneiras de praticarmos a caridade, sem exacerbar ainda mais o peso que o outro já carrega. Os doces vendidos no semáforo, além do trabalho, eram a dignidade daquela mulher. E ficou fácil de entender que um real a mais pelo doce, era um tipo de caridade embrulhada em dignidade.

Música para domingo de chuva

Originalmente composta por Buzz Cason e Mac Gayden em 1967, e gravada por Robert Knight, a canção Everlasting Love foi regravada em outras. versões, por nomes como U2 e Gloria Estefan e já integrou a lista da Bilboard Hot 100. Música boa pra toda hora. Hoje, a versão do U2 =)

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Nós sustentáveis

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Rubem Alves é um dos maiores pensadores brasileiros na minha opinião. (E na de muita gente também) Escreveu um artigo fantástico: “Sobre moluscos e homens”, que me foi apresentado pela primeira vez quando estava na faculdade, há anos atrás, por uma professora que costumava trazer textos e artigos que encontrava – na tentativa de colocar algo nos nossos miolos jovens ainda carentes de muitas coisas.. rs.. Na biblioteca, esses dias, por acaso encontrei um de seus títulos: “Ostra feliz não {Read More}

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Refazendo o Palavra Borboleta

De cara nova! Depois de quase um ano e meio sem postagens, o Palavra Borboleta está novinho em folha. Trabalho bacana da Maysa Luz, que repaginou o blog e colocou nele as pitadas certas dos meus sabores favoritos pra dar ao site essa carinha que agora vocês vêem. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo entre trabalho, viagens, família… Não dá pra postar sobre tudo, mas certamente colocarei aqui o que me foi mais marcante. Até o próximo post e um {Read More}

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